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4 de junho de 2012

teia


mais uma vez se prova - aqui - e - aqui - de quem é a responsabilidade deste pantanal em que caímos e quem está a pagar as consequências. reparem na teia dos homens da goldman sachs, o banco que ajudou o governo grego a vigarizar as contas para entrar no euro, na política europeia. entre eles, está antónio borges, que trabalha para o nosso governo com o titulo de consultor, mas talvez seja mais correcto dizer que é o representante do patrão, goldman sachs, junto dos nossos boys neoliberais. enquanto não arrumarmos com esta gente suja e seus amigos, não temos hipótese.

a ler, com muita atenção, este livro do jornalista do “le monde” marc roche “o banco – como o goldman sachs dirige o mundo”.

11 de setembro de 2011

deus não é grande

ou como a religião envenena tudo. christopher hitchens neste livro salienta a importância de uma visão laica do mundo em vez de uma visão religiosa omnipresente na sociedade de hoje, inclusive no estado que devia de ser laico, onde tudo é visto através do prisma deus e dos supostos livros escritos ou inspirados por ele. livros que, além das incongruências que possuem, entram em rota de colisão com a ciência. livros que são muito considerados ao nível moral mas que na realidade fazem a apologia da limpeza étnica e de assassinatos, entre outras coisas, em nome de deus. outro veneno da religião é o facto de pedir ás pessoas que acreditem cegamente nela, pondo de lado a razão. chega-se mesmo ao ponto de deixar as pessoas morrerem, ela que supostamente defende a vida, porque deus não gosta daquele tipo de ciência e, sobretudo, não contestarem os supostos representantes de deus na terra, para assim obterem o paraíso (sic).

"a fé é um eufemismo para preconceito e a religião é um eufemismo para superstição." (paul keller)

2 de agosto de 2011

tony judt

“um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos” de tony judt é um excelente livro para percebermos o porquê da nossa sociedade ter chegado a este momento crítico. fala-nos do inicio da viragem do estado-providência, que tem a sua origem no pós II guerra mundial, para o neoliberalismo – o individualismo egoísta dos anos 60, até ao assalto feito por reagan e thatcher – em que teoria económica se baseou – hayek e von mises, da chamada escola de viena - a queda do socialismo soviético que deu uma falsa ideia de vitória ao capitalismo – o fim da história - e dos seus dogmas – o culto do lucro e da privatização a qualquer preço – em muitos casos, faz mais mal do que bem, levando á fuga do capital para o estrangeiro e, conjuntamente com a globalização, são os grandes responsáveis pela ruptura do sistema da segurança social e não apenas a natalidade, como tanto querem fazer crer. and last but not the least, a especulação desenfreada.

apesar das dificuldade que a sociedade enfrenta, o livro é optimista, em relação aos jovens e à esquerda – a social-democracia, o socialismo democrático não é referido apenas por uma questão ideológica – e na sua capacidade de alterarem a situação. mas para tal acontecer, é necessário que a esquerda redefina os serviços básicos do estado social, que encontre um discurso coerente e mobilizador e não ande a reboque do neoliberalismo. mas a maior questão é, e será sempre, o quanto as pessoas estão dispostas a voltar a trabalhar para o bem comum. obrigatório ler…

1 de junho de 2011

jean mesliers

um padre do sec. XVII/XVIII, “sui generis”, no seu livro “memória”, um testamento deixado por ele, faz um ataque feroz à religião, da qual foi um servidor, “fraco e desleixado”, de dia e um feroz crítico à noite. também não poupa a monarquia e os senhores da época, ficando famosa a expressão dele “que todos os nobres fossem enforcados e estrangulados com as tripas dos padres” e que foi utilizada, com variantes, por homens como voltaire, diderot e outros.


um livro a ler e uma personagem a conhecer.

24 de março de 2011

o culto da incompetência

decidi reler o livro de émile faguet, “o culto da incompetência”, livro escrito à quase um século mas que se mantém, talvez mais agora do que na época, muito actual.

alguns excertos:

“o povo gosta que os seus eleitos se lhe assemelhem, que tenham os sentimentos e as paixões populares…”, por isso a demagogia reina na democracia…

“o culto da incompetência é como uma nódoa de azeite, propaga-se por contágio…”, eis um dos graves problemas da democracia, a falta de qualidade, tanto dos políticos, como dos seus colaboradores, uns são o reflexo dos outros…

“governar é uma arte e pressupõe uma ciência…”, mas o que vemos é um cortejo de incompetência a todos os níveis no estado…

“o regime é isto: os deputados espalhando favores para serem eleitos e reeleitos; os eleitores influentes pondo a sua influência, quer pessoal, quer de funcionários, ao serviço dos deputados para obterem favores, e fazendo uns e outros um bloco para defesa dos interesses comuns.”, alguma semelhança com o nosso país não é, repito, não é  mera coincidência…

agora que vamos a eleições é o momento ideal para ler este livro e compreender porque é que temos que ser exigentes, tanto com os políticos, como com nós próprios, para resolver-nos os problemas deste país. como disse stuart mill, “não pode ter-se uma democracia hábil, se ela não consentir em que as funções que exijam habilidade sejam desempenhadas por quem possua realmente habilidade para as desempenhar.”

17 de fevereiro de 2011

henry charles bukowski jr

todos conhecem este senhor, mas talvez o conheçam melhor pelo seu alter-ego, henry chinaski, o herói anti-herói dos seus livros. hoje falamos deste autor a propósito do seu livro “pão com fiambre” - “ham on rye” - no original, onde buk escreve sobre a sua infância-adolescência até ao seu primeiro emprego, um dos muitos que teve ao longo da sua vida.

o livro retrata a família dele, os tempos da grande depressão e toda a frustração reinante na época, como ele diz em determinado passo: «então, é isso que eles querem: mentiras. mentiras bonitas. é disso que precisam. as pessoas eram ridículas». fala-nos do seu problema com a escola, da sua inaptidão social, o acne juvenil, que o desfigurava, a descoberta da paixão pelo álcool, o sexo e a sua grande paranóia, que eram as “tripas cheias de merda”. tudo isto escrito no seu estilo cru e hilariante mas pondo a nu toda a fragilidade do ser-humano.

escusado será dizer que é um livro a ler, aliás, foi considerado como um dos seus melhores e já agora, se por ventura não conhecerem, leiam a obra deste autor, vale bem o esforço.

17 de janeiro de 2011

leituras

dois livros que merecem ser lidos, diria mesmo, bem lidos...

o primeiro deles é o "o regresso de deus" de john micklethwait e adrian wooldridge, onde estes autores fazem uma óptima análise sobre o regresso da religião em várias partes do globo, por exemplo a china. os autores apontam varios factores para este resurgimento de deus, entre os quais, a queda do comunismo e as crises cíclicas do capitalismo. estes dois aspectos deixaram as pessoas inseguras, levando-as a procurar refúgio na religião para uma maior segurança já que sabem que, em caso de necessidade, elas serão ajudadas ao contrário do estado que as não protege, como actualmente está a acontecer com esta crise económica. também alertam para os perigos da religião como os fanatismos religiosos que geram guerras religiosas e no império económico em que se transformam que faz com que alguns pastores sem escrúpulos façam lobby para interesses próprios.

o outro livro tem o sugestivo título de "os monges que traíram jesus" escrito por um especialista biblíco chamado bart d. ehrman, que fez os seus estudos bíblicos no instituto bíblico moody, que pertence aos fanáticos evangelistas americanos e que se tornou agnóstico, a última paragem para o ateísmo. nesta obra, bart ehrman mostra as contradições e os erros da biblia, alguns erros por inocência dos copistas e outros não tão inocentes, como alterações para o interesse das várias seitas cristãs na luta pelo poder religioso. um livro que mostra que o chamado livro sagrado não é assim tão sagrado como isso. uma nota final só para dizer que o título em português não é muito correcto, já que não foram só os monges que cometeram erros, talvez até sejam os menos culpados já que eram copistas profissionais, ao contrário da maioria dos primeiros copistas e muitos textos já estavam deturpados.

16 de novembro de 2010

tomás da fonseca

personagem importante na implantação da república e feroz opositor de regimes totalitários, o que o levou à prisão e um grande crítico da igreja. foi jornalista e autor de vários livros entre os quais "na cova dos leões" onde desmistifica a palhaçada da cova da iria e "o santo condestável", onde mostra a personalidade execrável desse suposto santo.

a ler e conhecer, nem que seja só para mostrar que nem todos os portugueses são de brandos costumes.

17 de outubro de 2010

livros

acabei de ler o livro de pascal picq, "nova história do homem", onde se desmistifica  a superioridade de umas coisas em relação a outras e o "machocentrismo" da nossa história, ou seja, a tentação e o desejo, de que tudo gira á volta do "macho", o centro de onde tudo irradia.

esqueçam o mito de que tudo foi feito, incluindo a "fêmea", somente para  o "macho" usufruir,  o "macho" não passa de mais um animal neste planeta. quando esquecerem isso, talvez possamos evoluir...a ler...

29 de setembro de 2010

livros

acabei de ler o livro "vaticano s.a." de gianluigi nuzzi e só tenho duas coisas a dizer:
  • o vaticano é um esgoto a céu aberto...
  •  realmente há gente que bem precisa da porcaria de um deus que tudo perdoa...