1 de abril de 2011

bandas

cheveu - agarrem no rock, blues, electrónica, pop, pós-punk, e no rap, juntem-lhe uma voz que muda constantemente de tonalidade, diálogo de filmes e uma secção de cordas... confusos??? pois, estes franceses fazem esta salada toda e, incrivelmente, ou talvez não, sabe muito bem. a ouvir...

tune-yards - este é o nome de uma banda de um só elemento, neste caso uma menina que dá pelo nome de merril garbus e o que ela faz é qualquer coisa de fantástico, um som lo-fi que dá a sensação que nem é produzido, ou seja, as musicas parecem demos e onde todo o tipo de objectos são usados para fazer percussão. a ouvir...

laki mera - downtempo??? trip-hop??? ambiental??? minimal??? folktronic??? tudo isto??? muito provável!!! o que sei é que laki mera é música, voz incluída, feita algodão doce e não enjoa, pelo contrário, faz-nos querer mais e mais. a ouvir...

31 de março de 2011

divida

bem-vindos ao poço-da-morte-comboio-fantasma desta feira da ladroagem.

este fantástico divertimento tem o gentil patrocínio da multinacional cavaco, sócrates & amigos lda, sem esquecer os responsáveis por trazer esta multinacional para o país, p.s., p.s.d. e c.d.s..

o povo português ficará eternamente em divida.

30 de março de 2011

apenas uma letra

no estado novo (1926-1974), o lema era : "deus, pátria e família!".

no estado pós 25 de Abril (1974-20--), o lema é: "adeus, pátria e família!".

29 de março de 2011

27 de março de 2011

paul krugman

vejam o que este economista, prémio nobel, diz – aqui - acerca da política de austeridade em cima de austeridade em vez de se criar empregos.

24 de março de 2011

o culto da incompetência

decidi reler o livro de émile faguet, “o culto da incompetência”, livro escrito à quase um século mas que se mantém, talvez mais agora do que na época, muito actual.

alguns excertos:

“o povo gosta que os seus eleitos se lhe assemelhem, que tenham os sentimentos e as paixões populares…”, por isso a demagogia reina na democracia…

“o culto da incompetência é como uma nódoa de azeite, propaga-se por contágio…”, eis um dos graves problemas da democracia, a falta de qualidade, tanto dos políticos, como dos seus colaboradores, uns são o reflexo dos outros…

“governar é uma arte e pressupõe uma ciência…”, mas o que vemos é um cortejo de incompetência a todos os níveis no estado…

“o regime é isto: os deputados espalhando favores para serem eleitos e reeleitos; os eleitores influentes pondo a sua influência, quer pessoal, quer de funcionários, ao serviço dos deputados para obterem favores, e fazendo uns e outros um bloco para defesa dos interesses comuns.”, alguma semelhança com o nosso país não é, repito, não é  mera coincidência…

agora que vamos a eleições é o momento ideal para ler este livro e compreender porque é que temos que ser exigentes, tanto com os políticos, como com nós próprios, para resolver-nos os problemas deste país. como disse stuart mill, “não pode ter-se uma democracia hábil, se ela não consentir em que as funções que exijam habilidade sejam desempenhadas por quem possua realmente habilidade para as desempenhar.”

22 de março de 2011

salvação nacional

quando a situação começa realmente a ameaçar os “bem instalados”, é vê-los, quais baratas tontas, a fazer apelos, mesmo angustiados (sic), a um entendimento entre p.s., p.s.d. e mesmo o c.d.s.,  ou seja, os que defendem a continuação das mordomias, para formarem um  governo de salvação dos chulos, perdão, salvação nacional, mesmo que esse governo inclua o actual primeiro-ministro, um mentiroso, um incompetente … e fico pelos nomes mais softs. isto é típico da mentalidade tuga, que para proveito próprio, o país e o povo não interessa, é preferível engolir um sapo, mesmo que seja bem gordo e asqueroso, do que perder as mordomias de um estado neoliberal mas que para eles,  é comunista.

nada me surpreende nestes politiqueiros tugas, nem mesmo se o p.s.d. voltar atrás na intenção de chumbar o PEC 4, eles, p.s.d., têm zero ideias e neste momento é mais fácil estar na oposição do que ser governo. e, mesmo que haja eleições, não me admira nada se aparecer por aí o tal governo de salvação dos chulos, perdão, salvação nacional.

é engraçado que estes mesmos politiqueiros acusam, aqueles que não concordam com eles, de andarem atrás de salvadores da pátria, mas na realidade, são eles que procuram esses mesmos salvadores da pátria, até chegam ao ridículo de chamar salvadores aos grandes responsáveis pela situação actual do país.

tenho que admitir uma coisa, é que nem mesmo os monty python no seu período áureo, tiveram tanta imaginação para criar um argumento tão absurdamente surreal.

república das bananas...